Abdico ao cavalo branco
Não faço questão de que o sapo vire príncipe.
Que a fera continue fera,
Se for presa na torre, vou pular
E que não só as maçãs estejam envenenadas
Quero a casa de palha
Vou comer os doces da cesta
E encontrar logo de uma vez o lobo
Não quero experimentar, vou deitar-me na primeira cama
E se o mingau estiver quente, que queime minha língua;
Vou descalço para não perder o sapato
Quem disse que eu quero dormir só cem anos?
Se o pé de feijão chegar às nuvens, é por lá que vou ficar
Terra do nunca, país das maravilhas,
Não vou nem marcar o caminho com migalhas
Pra que voltar?
Não é rebeldia, nem má criação, é que me amedronta
Essa história de ser feliz
Só no final.
31-10-2011
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